O tema anual “Diversidade que nos une” não está funcionando.

Do Blog Café Mateiro

diversidadeTodo ano, a UEB – “Escoteiros do Brasil” estabelece um tema para ser alvo de debates e para que possa nos servir de sloganinstitucional. Em 2016, ficamos com o “Diversidade que nos une”– que, de acordo com o site da associação nacional, pretende promover o convívio e a fraternidade, independente de origens, etnias, línguas, crenças, ambientes de residência, culturas, costumes, gênero, identidade de gênero, constituição física, preferências, orientação de afetos, entre outros.

Em maio de 2015, a UEB se posicionou sobre a questão LGBT.
Uma pesquisa realizada durante um ano e encabeçada pelo GT de Posicionamento Institucional e o conselheiro Altamiro Vilhena, concretizou este posicionamento, enfatizando a importância da flexibilidade à hora de adaptar-se à diversidade de qualquer natureza. Afirma-se, ainda, que o assunto fará parte dos cursos de formação e da literatura nacional.

A direção fecha o documento explicando que a homofobia, bem como qualquer outro tipo de discriminação, é contrária aos princípios escoteiros de tolerância e respeito às diferentes formas de pensar, sendo, portanto, um comportamento que exige medidas educativas por estar em desacordo com os princípios e os valores do Movimento Escoteiro.

Mas parece que nada disso fez-se valer.

Na prática

Algumas publicações em redes sociais feitas por escotistas parecem atestar que ainda veremos casos de discriminação em um movimento que pretende adequar-se à diversidade e defender a tolerância. Não precisamos ir tão longe para constatar o problema.

Vejamos.

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A “oficina sobre homossexualidade” mencionada, na verdade, é um dos nove tópicos que serão tratados no Indaba Distrital paulista. E não é bem uma “oficina” ou “kit gay disfarçado de diversidade”, mas uma simples discussão sobre o tema anual “Diversidade que no une”, proposto pela associação nacional. Abaixo, o cartaz divulgado pelo distrito sobre o evento.

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O bom samaritano é ateu

Por  via El Pais Brasil

Os menos religiosos parecem mais propensos a ajudar por empatia. / E. YOURDON

Os menos religiosos parecem mais propensos a ajudar por empatia. / E. YOURDON

Se alguma vez – Deus queira que não – apanhar de assaltantes enquanto vai de Jerusalém a Jericó, é melhor que depois passe por ali um samaritano pouco religioso. Porque ser religioso ou ateu não deixa as pessoas melhores, mas parece condicionar a forma de entender a generosidade e o altruísmo com desconhecidos. E as pessoas menos religiosas têm uma tendência mais espontânea a ajudar o próximo, segundo os últimos estudos.

O último trabalho surpreendeu ao mostrar que as crianças criadas em ambientes religiosos são menos propensas a ser generosas, que existe uma correlação inversa entre o altruísmo e a educação em valores identificados com a fé. Por meio de um experimento realizado com menores de 5 a 12 anos em seis países culturalmente muito diferentes (Canadá, EUA, Jordânia, Turquia, África do Sul e China), os pesquisadores descobriram que os estudantes que não recebem valores religiosos em suas famílias são notavelmente mais generosos quando se trata de compartilhar seus tesouros com outras crianças anônimas.

“É importante destacar que as crianças mais altruístas vêm de famílias ateias e não religiosas”, destaca o chefe do estudo, Jean Decety, neurocientista e psicólogo da Universidade de Chicago. “Espero que as pessoas comecem a entender que a religião não é uma garantia para a moralidade, e que religião e moralidade são duas coisas diferentes”, acrescenta ao ser questionado da importância desse estudo.

Além disso, na pesquisa perguntava-se aos pais se seus filhos eram mais ou menos generosos e, curiosamente, os pais e mães mais religiosos acreditam que estão criando uma prole mais solidária: os religiosos dão como certo que seus filhos são mais altruístas, mesmo que na hora da verdade compartilhem menos. Outra descoberta importante é que a religiosidade faz com que as crianças sejam mais severas na hora de condenar danos interpessoais, como por exemplo os empurrões. “Essa última descoberta encaixa bem com pesquisas anteriores com adultos: a religiosidade está diretamente relacionada com o aumento da intolerância e das atitudes punitivas contra delitos interpessoais, incluindo a probabilidade de apoiar penas mais duras”. Em resumo, os menores criados em ambientes religiosos seriam um pouco menos generosos, mas mais propensos a castigar quem se comporta mal.

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A liberdade religiosa está ameaçada no país

Por Solange Azevedo Via ISTOÉ Independente

Antropóloga Debora Diniz afirma que o Estado está sendo questionado na Justiça por tentar privilegiar o ensino católico nas escolas públicas e que livros didáticos associam os ateus aos nazistas.

O trabalho da antropóloga e documentarista carioca Debora Diniz tem sido amplamente reconhecido mundo afora. Aos 41 anos, ela já recebeu 78 prêmios por sua atuação como pesquisadora e cineasta. Professora da Universidade de Brasília, Debora é autora de oito livros. O último deles – “Laicidade e Ensino Religioso no Brasil” – trata de uma discussão que está emergindo no País e deverá ser motivo de debates acalorados no Supremo Tribunal Federal. “Além de a lei do Rio de Janeiro sobre o ensino religioso nas escolas públicas estar sendo contestada no Supremo, há uma ação da Procuradoria-Geral da República contra a concordata Brasil-Vaticano, assinada pelo presidente Lula em 2008”, lembra Debora. “Um artigo da concordata prevê que o ensino religioso no País seja, necessariamente, católico e confessional. Isso é inconstitucional.”

ESPECIALISTA Debora desenvolve pesquisas sobre laicidade e direitos humanos

ESPECIALISTA
Debora desenvolve pesquisas sobre laicidade e direitos humanos

ISTOÉ –

O ensino religioso nas escolas públicas, num Estado laico como o Brasil, é legítimo?

DEBORA DINIZ –

Sim e não. Sim porque está previsto pela Constituição. E não quando se trata da coerência com o pacto político. Chamo de coerência a harmonia com os outros princípios constitucionais: da liberdade e do pluralismo religiosos e da separação entre o Estado e as igrejas. Falsamente, se pressupõe que religião seria um conteúdo necessário para a formação da cidadania.

ISTOÉ –

O pluralismo religioso é respeitado nas escolas públicas?

DEBORA DINIZ –

Não. A Lei de Diretrizes e Bases delega aos Estados o poder sobre a definição dos conteúdos e quem são os professores habilitados. Isso não acontece com nenhuma outra matriz disciplinar no País. A LDB diz que o ensino religioso não pode ser proselitista. Apesar disso, legislações de vários Estados – como a do Rio de Janeiro – afirmam que tem de ser confessional. Determinam que seja católico, evangélico.

ISTOÉ –

As escolas viraram igrejas?

DEBORA DINIZ

As aulas de ensino religioso, obrigatórias nas escolas públicas, se transformaram num espaço permeável ao proselitismo. Não é possível a oferta do ensino religioso confessional sem ser proselitista. Se formos para o sentido dicionarizado da palavra proselitismo, é professar um ato de fé. É a catequização. O proselitismo é um direito das religiões. Mas isso pode ocorrer na escola pública? A LDB diz que não.

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Sobre ateísmo e ética.

Por Maurício Vieira Martins Via Blog Filosofia Ateísta

Será que um ateu pode ser também um “homem virtuoso”? Já no século XVII alguns filósofos importantes discutiam acaloradamente esta questão. Mas por que a dúvida quanto ao caráter daquele sujeito que não professa uma fé?

É que, segundo o discurso religioso então predominante, apenas a crença num Deus pode fazer com que alguém siga as leis da pólis, da sociedade humana organizada. Sem esta crença, afirmavam, estaríamos condenados a matar, a roubar e a tripudiar sobre o outro ser humano.
Referindo-se a este argumento, o filósofo Baruch Espinosa notou argutamente que é bem estranha uma ética que, ao invés de se basear em si mesma, depende do medo do castigo divino para se sustentar enquanto tal! Suspenso este medo, ele perguntava algo ironicamente, será que nos sentiríamos livres para nos transformarmos em assassinos na primeira oportunidade?
Hoje, passados tantos anos deste antigo debate, podemos afirmar com segurança que é um erro tentar medir a eticidade de um sujeito pelo critério de uma adesão religiosa. George W. Bush, presidente dos Estados Unidos, se apresenta como um autêntico cristão, mas isso não o impede de bombardear populações civis que, nas suas palavras, não “escolheram o Deus certo”.
Assim como os religiosos são muito diferentes entre si (há os que são generosos, solidários, e há os que guerreiam e matam em nome mesmo de sua religião), também os ateus formam uma categoria bastante heterogênea. Há os que são solidários, sim, mas há também os que são indiferentes. Ambos, religiosos e ateus, são sobretudo humanos, demasiadamente humanos.
Mas de uma coisa pode-se ter certeza: ninguém em sã consciência pode acusar um outro apenas por ele se abster de uma fé. É pelos seus atos reais, que geram conseqüências sobre os outros seres humanos, que podemos nos pronunciar sobre a eticidade de um sujeito. A experiência humana é uma experiência plural. Em sua riqueza, ela nos deixou grandes pensadores religiosos, como Tomás de Aquino, Agostinho e Hegel, mas nos deixou também grandes pensadores ateus, como Marx, Nietzsche e Freud. Aprendamos a conviver com estas diferenças; elas nos enriquecem.

Crianças sem religião nos EUA têm forte senso de moralidade, diz estudo.

Por  Phil Zuckerman Via LAtimes

Longe de ser disfuncional, niilista e sem rumo, sem a suposta retidão pregada pela religião, as famílias seculares estão proporcionando aos seus filhos uma sólida base moral, baseando-se em um princípio simples: a reciprocidade empática.

Ele ficou surpreso com o que encontrou: altos níveis de solidariedade familiar…

Mais crianças estão “crescendo sem Deus” do que em qualquer outro momento na história dos Estados Unidos. Elas são descendentes de uma população secular em expansão que inclui uma relativamente nova e crescente categoria de americanos chamada de “nones”. São assim apelidados porque afirmam não acreditar em “nada em particular“, de acordo com estudo de 2012 pelo Centro de Pesquisas Pew.

O número de crianças sem religião tem aumentado significativamente desde a década de 1950, quando menos de 4% dos americanos relataram que cresceram em uma família não religiosa, segundo estudos recentes.

Esse número atingiu a casa dos dois dígitos quando um estudo de 2012 mostrou que 11% das pessoas nascidas depois de 1970 disseram que tinham sido criadas em lares seculares. Isso pode ajudar a explicar por que 23% dos adultos nos EUA afirmam não ter religião, e mais de 30% entre as idades de 18 e 29 dizem o mesmo.

Então como tem sido a formação moral dessas crianças que não oram antes das refeições nem vão à escola dominical? Vai indo muito bem, ao que parece.

Longe de ser disfuncional, niilista e sem rumo, sem a suposta retidão pregada pela religião, as famílias seculares estão proporcionando aos seus filhos uma sólida base moral, de acordo com o professor de sociologia Vern Bengston.

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Ser Ateu é Bom?

Por Erick Fishuk Via Sociedade Racionalista

Será que ser ateu é bom? Será que o ateísmo é melhor do que a religião? Isso depende do que você faz da sua vida depois que abandona a crença em deuses e em sacerdotes; portanto, ela pode se tornar melhor ou pior. Mas uma coisa é certa: se a transformação se dá no sentido da preocupação com o outro, do desenvolvimento do senso crítico e da supressão de medos espirituais, aí as vantagens são garantidas.

Primeiro, o que é o ateísmo, afinal? Pouca gente se arrisca a definir, mas aqui vale o seguinte consenso: rejeição da crença em seres ou mundos sobrenaturais e da condução da vida conforme regras ditadas por pessoas que dizem tê-las aprendido por revelação ou iluminação instantânea, portanto: regras sagradas. Não é a ausência de crença, mas a crença numa ausência, ou seja: “ateísmo forte”. Se fosse só ausência de crença, todos os não teístas (taoistas, budistas, confucionistas, fetichistas, indígenas, aborígenes e muitos outros) seriam ateus. Assim, o ateísmo é um fenômeno tipicamente ocidental de negação de antigas tradições consolidadas.

Ora, mas muita gente não matou em nome do ateísmo? Na verdade não. Na Revolução Francesa, teístas ou deístas também mataram, acima de tudo, representantes de um poder absolutista opressor e atrasado, inclusive de seu braço espiritual, a Igreja Católica. Já nos países socialistas, a perseguição foi contra os adversários do regime e da filosofia marxista deturpada que virou doutrina de Estado. Nesses expurgos, muitos comunistas ateus fiéis também foram subtraídos de suas vidas.

Mas o ateísmo não implica a ausência de valores morais? Não necessariamente. Para começar, muitos dos valores ocidentais modernos vieram de fora do cristianismo: liberdade de expressão e pensamento, democracia política, tolerância à fé e a ideias alheias, estima da inteligência e do raciocínio, livre comércio, Estado laico, sexo sem culpa e por aí vai. Houve e há muitos ateus cretinos, mas houve e há também religiosos iguais ou até retos de comportamento. O que define caráter são herança genética e criação familiar e social, e as crenças religiosas, assim como a tranquilidade ou a agressividade com que se defende o ateísmo, podem potencializar o que nele há de bom ou de ruim.

Na verdade, a libertação da religião impele a pessoa a buscar valores mais ligados à sua vontade, à sua felicidade e à sua capacidade ou disposição a dar sua contribuição à humanidade. O ateu consciente aproveita a lacuna deixada para preenchê-la com uma ética construtiva e altruísta. Sendo o ateísmo uma culminância do desenvolvimento da civilização ocidental liberal, é ela que vai ajudar a escolhê-los: respeito ao próximo, desconfiança cética nos dogmas cegos (inclusive no da onipotência da ciência), amor ao conhecimento e ao aprimoramento pessoal, busca de um prazer livre de arrependimentos, mas sem excessos, e conservação do meio-ambiente e da qualidade de vida.

É claro que cada um vai traçar sua própria hierarquia de prioridades, mas é certo que o ateísmo – conservada sua roupagem progressista e democrática original – é muito bom. Ele nos leva a sermos donos de nossa própria consciência, a tomarmos a responsabilidade por nossos próprios sucessos e fracassos e a nunca nos contentarmos com nenhuma fonte de informação, mas aceitarmos sempre comparar opiniões diferentes em busca do correto, verdadeiro e real.

A Ditadura da Maioria

Por Ricardo Machado

A cada dia me convenço mais de que o Movimento Escoteiro brasileiro está lotado de pessoas retrogradas, segregacionistas, homofóbicas, misóginas e fundamentalistas. Alguns religiosos querem, a todo custo, dar um viés religiosos ao Escotismo, assim como engessá-lo, em nome da “Tradição”, como um braço da assim conhecida “extrema direita” brasileira, onde o trinômio “Deus, Pátria e Família” deve ser defendido com a própria vida se preciso for.

Na verdade não tenho problemas com isto, já que reconheço apenas duas facetas deste lema: Pátria e Família. Estes são conceitos reais, tangíveis, agregadores e com valores definidos, apesar de relativos. No entanto, “Deus” fica na área da tal “Fé”, do “sentir intimamente” e por ser ateu não me diz respeito ou me interessa.

O fato é que a discussão sobre a inclusão de ateus e homoafetivos no ME brasileiro está chegando às raias da histeria religiosa fundamentalista, com discursos próprios de nazistas com seus conceitos sobre “minorias”, “segregação” e “eliminação”. A idiotia de muitos chega ao ponto de defenderem nova cisão e que ateus e homoafetivos fundem suas próprias associações.

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A Vida após a morte pelos olhos de um Ateu!!!

Por TheThinkingAtheist Tradução do Vídeo Luc Anderssen

The Thinking Atheist

Você conseguiria ter uma vida com sentido sem a vida após a morte? Vídeo interessante com colocações e pensamentos dos ateus mais populares da internet sobre o sentido vida, a morte e vida após a morte. Entre eles, Matt Dillahunty, AronRa, Evid3nc3, DarkMatter2525, Thunderf00t, ZOMGitsCriss e outros. Mais abaixo, a transcrição da legenda em português do vídeo.

O berço balança pairando sobre um abismo, e o senso comum nos diz que nossa existência não passa de uma breve fenda de luz entre duas eternidades de trevas.

Embora as duas sejam gêmeas idênticas, o homem, em geral, encara com mais calma o abismo pré-natal do que aquele a que se destina (a cerca de 4500 pulsações cardíacas por hora) -Vladimir Nabokov-

Se você passasse um dia agradável na praia e e então retornasse na outra semana sabendo teria alguns grãos de areia a menos esta praia pareceria diferente?

Da mesma forma o universo continua seu caminho como se a humanidade não estivesse aqui para testemunhá-lo

O universo é absolutamente gigantesco e nós somos virtualmente insignificantes dentro dele.

Eu não tenho visto evidência que o resto do universo se importe se nós existimos ou até mesmo se ele capaz de se importar

SIGNIFICADO

SIGNIFICADO

Eu não preciso da validação do resto do universo para descobrir que a minha própria vida é importante.

Porque você está e porque eu estive disposto a sacrificar a minha humanidade? Sacrificar uma grande parte da experiência e interação humana, uma grande parte do conhecimento humano no altar de um sonho?

Pedimos para alguns dos ateus mais populares da internet para darem suas perspectivas pessoais sobre vida, a morte e…

A Vida Após a Morte

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O Desenvolvimento Espiritual no Escotismo Britânico

Nota do Escoteiro Ateu

Todos os textos traduzidos em nosso site servem para instigar a reflexão dos membros do Movimento Escoteiro no Brasil. Nós trabalhamos com o fato “incontestável” de que Ateus e Livres pensadores não são aceitos no movimento pelo simples fato de que a atual promessa e estrutura não lhes permite iniciar o movimento sem ter que se esconder;

Estes textos servem como uma grande reflexão, que, ou demonstram situações semelhantes às nossas como é o caso do texto  Ateus, outros “não-teístas” e os Escoteiros (Parte II) escrito pela Organização sem fins lucrativos Scouting For All dos Estados Unidos onde ateus são ainda discriminados. Ou no caso deste texto sobre O Desenvolvimento Espiritual no Escotismo Britânico de uma Associação, no caso a TSA que passou a aceitar Ateus, Humanistas e Livres prensadores em suas fileiras.

Queremos com este material que você PENSE por si mesmo e tire as suas próprias conclusões das mudanças que precisamos no Movimento Escoteiro Brasileiro onde Todas as Crenças ou a “Não Crença” devem ser bem vindas e onde a Espiritualidade deve ser muito mais do que mero Proselitismo Religioso, mas sim, uma maneira de encontrarmos a paz e uma coexistência pacífica entre seus membros.

Tradução Livre realizada pelo Blog "O Escoteiro Ateu" diretamente da Página do The Scout Assocition (TSA) sobre Religião no Escotismo

 A Associação de Escoteiros (TSA) é um movimento que explora a fé, crenças e atitude como um elemento essencial em seu programa, algo que é um dos nossos valores entre seus fundamentos.

 O Escotismo não procura obter a responsabilidade do desenvolvimento religioso ou da educação, mas de aprender sobre as crenças, credos e atitudes que podem ajudar a fazer do mundo um lugar mais tolerante e menos assustador.

Tanto os adultos e os jovens comprometem-se a se engajar no desenvolvimento espiritual, quando eles fazem a sua promessa e se tornam membros do Movimento.

O desenvolvimento espiritual de todos os membros é um elemento importante no Escotismo, e todos os membros devem ser encorajados a seguir os cinco princípios..

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Ética Religiosa X Ética Secular

Por Breno de Magalhães Bastos do Portal Veritas

Num Estado totalitário, um jovem que pertencente a uma organização secreta e revolucionária é descoberto num certo lugar e perseguido pela polícia. Ele foge por becos e ruelas, consegue alcançar a casa da mãe e lá se esconde. Minutos depois, a polícia bate na porta e pergunta: “mãe, seu filho está escondido aqui?”

Aquela mãe poderá mentir?
Outro dia, num debate animado sobre ética, fizeram a seguinte afirmação: não é possível pensarmos num sistema de ética se excluirmos Deus! A afirmação não foi ingênua.Quando pensamos em ética, alguns religiosos logo pensam em Deus por motivos claros. Deus possui a dupla função de legislador – sanciona o que é Bem e Mal – e juiz – julga quem escolhe livremente o Mal. Nesse sistema cosmológico, não temos espaço para discussão sobre que espécie de Bem estamos falando: os marcos conceituais são postos de tal modo que não resta outra opção ao devoto decidir por um ou por outro, respondendo pelas consequências das próprias escolhas.

 

A partir do Iluminismo, Deus foi destronado e colocado em seu lugar o Homem. Ele, o Homem, agora é o deus do próprio Homem. Não há mais afirmações categóricas, distorções da vontade, repressões e neuroses produzidas pela noção de pecado. O Homem não é mais o sujeito que deseja o transcendente com o intuito do encontro consigo mesmo, mas é alguém que vive no tempo presente: extintas as esperanças numa vida futura que nunca chegará – porque a vida termina na morte -, pode-se traçar seu próprio caminho, suas próprias buscas, sem o terrível medo do pecado que o conduziria aos abismos infernais.

A perda do paraíso, contudo, não significa o aprofundamento no caos. O ateu, segundo a visão dos religiosos, é visto como um “perdido na vida”, um sujeito mergulhado em vícios e orgias. É um imoral lascivo que denigre a noção de família, macula a inocência das crianças e é uma afronta à moral e aos bons costumes. O ateu é um imoral!

humanismoOra, quando perguntamos a ateus seus posicionamentos e suas respectivas visões de mundo, não encontramos ninguém que seja torturador de velhinhas indefesas, estuprador ou serial killer, como pensam a maioria dos religiosos. A moral laical ou secular se movimenta em outras direções e vai encontro a novos significados de êthos.

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